Etimologia de Genocídio

É um neologismo exposto pela primeira vez no trabalho -Axis Rule in Occupied Europe-, do qual intitula o capítulo IX como -Genocide-, publicado em novembro de 1944, pelo advogado polonês Raphael Lemkin, de descendência judaica, que combina o grego génos, entendido como classe ou raça, com raiz no indo-europeu *gene-, por dar à luz ou parir, e o sufixo -cidio, visto no latim como -cidium, associado ao verbo caedĕre, que se refere à ação de matar ou cortar, com referência no indo-europeu *kae-id-, no que diz respeito a cortar. Esta denominação descreve o extermínio em massa de indivíduos que se identificam por uma determinada etnia.

O ato de matar uma pessoa é conhecido pelo termo homicídio, que vem de homicidium em latim. Quando uma pessoa tira sua própria vida é usado o termo suicídio, este que provém de suicidium. Em nosso idioma há outras palavras com o sufixo cidio, como parricídio, fratricídio, magnicídio ou genocídio.

A Shoá ou Holocausto judeu

O extermínio em massa dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial é conhecido por duas denominações: os hebreus utilizam a palavra shoá e o resto do mundo usa o termo holocausto.

Embora os judeus fossem as principais vítimas do extermínio sistemático organizado pelos nazistas, não foram os únicos grupos afetados. Na verdade, é grande a lista de grupos perseguidos e assassinados: ciganos, homossexuais, doentes mentais, deficientes físicos, comunistas, dissidentes alemães ou republicanos espanhóis.

A partir da visão nazista, cada um desses grupos merecia ser exterminado por algum motivo (por exemplo, os deficientes eram considerados um coletivo contrário ao ideal de pureza da raça ariana, já os ciganos eram vistos como uma raça impura e espiritualmente doente). De qualquer forma, os responsáveis pelo nazismo colocaram em prática um sofisticado sistema de eugenia social.

Os gulags e o genocídio ucraniano

Na revolução comunista promovida por Lenin foi empregado um princípio herdado do marxismo: a luta de classes. Na prática, este ideal teórico reflete o extermínio de milhões de pessoas nos milhares de gulags espalhados por toda a União Soviética.

Oficialmente, o sistema de gulags ou campos de trabalhos forçados foi criado em 1930 e dissolvido em 1960 (apenas em 1943 o número de prisioneiros mortos excedia os 166.000).

O povo ucraniano integrado à URSS não apoiava o processo revolucionário e por este motivo no inverno de 1932-1933 foi ativado um plano de ação de extermínio sistemático. Em primeiro lugar, foi organizado um controle nas fronteiras para impedir a entrada de alimentos e todos os bens comestíveis foram confiscados. Com o passar do tempo, a população foi morrendo de fome e por esta razão os ucranianos se referem a este período com uma palavra, holodomor, que quer dizer literalmente “matar de fome".

Segundo os cálculos realizados pelos pesquisadores, acredita-se que morreram entre 5 e 10 milhões de ucranianos.

    : Misu, Sebas

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