Etimologia de Premissa

Observa-se no latim como praemissus, no que diz respeito ao particípio passivo praemittĕre, expressando a ideia de antecipação. Sobre sua desconstrução, é possível distinguir os elementos: prae-, conectado ao indo-europeu por *per, que se interpreta como antes, e missus, fazendo alusão a algo ou alguém enviado, relacionado ao verbo mittere sobre uma raiz indo-europeia em *smit-, por lançar. Consequentemente, a premissa é um enunciado ou afirmação que serve de fundamento válido para chegar a uma conclusão de caráter geral.

Em outras palavras, qualquer argumento que expressamos contém um núcleo anterior: a premissa. A origem remota desta palavra provém do âmbito da filosofia, mais especificamente da lógica.

Na lógica aristotélica

As leis lógicas elaboradas por Aristóteles no século IV a. C constituem os rudimentos da lógica formal. Nesta área do conhecimento, o silogismo é o argumento ou raciocínio fundamental. Na verdade, o termo silogismo (syllogismós) significa precisamente raciocínio ou dedução.

A ideia fundamental de todo silogismo é a seguinte: a partir de certos enunciados ou premissas, segue necessariamente uma conclusão. Aristóteles era interessado por aqueles argumentos formados por duas premissas e uma conclusão.

Uma aproximação às regras dos silogismos

O silogismo é uma estrutura argumentativa que consta três termos: duas premissas e uma conclusão. Este raciocínio é de tipo dedutivo, que significa que vai do geral ou universal para o particular ou concreto.

Para que um silogismo seja considerado válido deve cumprir certas regras. Na lógica aristotélica foram propostas oito questões.

1. A primeira faz referência à quantidade de termos do silogismo (só pode haver três termos e qualquer variação a esta regra gera uma falácia, ou seja, uma ideia falsa com aparência da verdade).

2. A segunda afirma que o termo médio (a palavra que se repete nas duas premissas) não deve ser incluído na conclusão.

3. A terceira regra diz que todo silogismo não deve incorporar uma extensão maior na conclusão do que em suas premissas.

4. A quarta regra afirma que o termo médio deve ser do tipo universal em uma das duas premissas.

5. A quinta regra diz que nenhum silogismo pode ter duas premissas negativas, já que em nenhuma delas é possível obter uma conclusão válida.

6. A sexta estabelece que a partir de duas premissas afirmativas não se pode deduzir uma conclusão negativa.

7. A sétima regra indica que uma conclusão válida não pode ser deduzida de duas premissas particulares.

8. Por último, na oitava regra do silogismo, afirma-se que a conclusão segue sempre a pior parte (aqui "pior parte" indica que o particular é imposto ao universal e o negativo ao afirmativo).

    : AE

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