Etimologia de Educação e Educar

É visto no latim como educatio, observando a associação e uso do verbo educar como educāre, para transmitir a premissa de orientar ou liderar, vinculado a educĕre, entendido como revelar ou expor, composto pelo prefixo ex-, configurando o sentido de tirar ou externalizar, e ducĕre, para compreendendo a ação de conduzir (no latim conducĕre, regido pelo prefixo com-, em função de união ou totalidade), sobre a referência do indo-europeu *deuk-, por liderar ou levar, cuja influência manifesta-se nas palavras duque (no francês duc, em relação às formas latinas dux, ducis), produzir (no latim como producĕre), ou até na construção de seduzir (determinado no latim seducĕre). Expressa uma ideia concreta: promover o desenvolvimento intelectual e cultural do indivíduo e, ao mesmo tempo, incentivar a aprendizagem de conhecimentos e habilidades.

Como critério geral, todo processo educativo é realizado através de determinados profissionais, como os professores. Estes são responsáveis por inculcar conhecimentos e destrezas no ambiente escolar. A outra modalidade essencial de aprendizagem se baseia na figura do autodidata, um termo que se localiza no francês autodidacte sobre a origem grega autodídaktos.

A educação pública é o resultado de um longo processo histórico

No mundo antigo não havia centros de ensino como conhecemos na atualidade. Mas, no caso de Atenas havia espaços para reflexão e debate (por exemplo, a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles).

Os escravos eram responsáveis por instruir as crianças. Na polis de Esparta, os menores recebiam instrução com um forte espírito militar, pois havia dura disciplina e o comportamento era moldado através do exercício físico.

Na civilização romana havia um modelo educacional baseado no trivium (incluía conhecimentos de retórica, gramática e dialética) e no quadrivium (música, astronomia, aritmética e geometria). Neste período histórico se consolida o binômio professor-aluno, mas apenas para o setor privilegiado da sociedade (o povo comum não fazia parte da formação e as elites sociais eram instruídas em um equilíbrio entre saber, arte e exercício físico).

O escravo que acompanhava as crianças na escola era o paedagogus, daí a origem da palavra pedagogia

Durante a Idade Média, os únicos centros culturais estavam ligados à igreja (nos mosteiros havia bibliotecas e nelas os escribas copiavam os diferentes textos). Durante a Idade Média, surgiram as primeiras universidades nas cidades de Bolonha, Paris, Oxford e Salamanca, assim como as primeiras escolas municipais para atender as crianças órfãs (por exemplo, na cidade de Valência, em 1410, foi fundado o Colégio Imperial de Crianças Órfãs, de San Vicente Ferrer).

Foi a partir do período do Iluminismo no século XVIII que surgiram os primeiros centros de educação pública, sendo gratuitos e de caráter obrigatório para o conjunto da população infantil. Os monarcas absolutistas europeus impulsionaram as primeiras escolas públicas para educar o povo (por exemplo, a escola prussiana seguia o modelo espartano e promovia a disciplina e o regime autoritário com o propósito de que a população fosse dócil e facilmente manipulável).

A Lei de instrução pública de 1857, promovida por Cláudio Moyano Samaniego, estabeleceu a modernização do sistema educativo espanhol.

A escola como instituição educativa regulamentada pelo estado foi desenvolvida ao longo do século XIX, junto com a expansão do sistema capitalista.

Se tomarmos como referência a Espanha, a lei da educação pública, também conhecida como Lei Moyano, significou o impulso definitivo do modelo educativo do ensino público.

    : E.K.

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